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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Facebook afeta comportamento tanto quanto vício em drogas, diz estudo


 

Teste mostra que uso excessivo do Facebook e outras redes sociais pode prejudicar capacidade do indivíduo de tomar decisões adequadas

Um estudo conduzido pela Universidade Estadual de Michigan indica que o uso excessivo do Facebook e outras redes sociais pode fazer usuários terem traços comportamentais típicos de viciados em drogas. Pode até parecer óbvio ou exagerado (você escolhe), mesmo assim, o estudo é interessante porque dá noção do impacto que isso pode ter no dia a dia, e não só na internet.

·         Existe um teste chamado Iowa Gambling Task (IGT) que é usado há muito tempo em avaliações psicológicas, psiquiátricas e neurológicas. O objetivo principal é avaliar o papel das emoções na capacidade do indivíduo de tomar decisões.

·         O IGT pode ser adaptado de acordo com a pesquisa a ser realizada, mas a proposta original submete a pessoa a um jogo de cartas que a fará ganhar dinheiro com escolhas boas ou perdê-lo com escolhas ruins.
·         Por padrão, o jogo tem quatro baralhos. O indivíduo deve escolher cartas neles ao longo de 100 rodadas. Eles são informados apenas de que alguns baralhos são piores do que outros. Os baralhos A e B têm cartas com valores altos, mas a maioria delas gera perdas de dinheiro no longo prazo. Já os baralhos C e D têm cartas que valem menos, mas proporcionam mais ganhos no longo prazo.

·         À medida que as rodadas avançam, o jogador vai percebendo quais baralhos são bons e ruins, e passa a fazer escolhas mais vantajosas. Porém, há pessoas que continuam optando por baralhos prejudiciais. Nesse grupo estão indivíduos que possuem algum tipo de lesão neurológica ou que sofrem influência de vícios.
·         Pode não fazer sentido, afinal, na primeira olhada, o IGT é um jogo de raciocínio lógico. As pesquisas apontam, porém, que os indivíduos que fazem escolhas ruins frequentemente se deixam levar pela recompensa imediata.
IGT
 ·         IGT
·         Aqui está o elo de ligação: eles até percebem que os baralhos A e B são desvantajosos, mas é neles que estão as cartas mais altas. O prazer de tirar uma carta dessas fala mais alto, mesmo que escolhas que geram mais perdas também sejam frequentes ali.
·         Esse teste já foi feito numerosas vezes com viciados em drogas como cocaína e heroína. Frequentemente, essas pessoas acabam fazendo escolhas ruins no IGT. É a primeira vez, no entanto, que o teste foi realizado com indivíduos que fazem uso excessivo do Facebook.
·         A experiência foi conduzida com 71 pessoas. Na primeira etapa, elas passaram por uma avaliação que mede o nível de “dependência” da rede social. Essa fase incluiu questões relacionadas à sentimentos sobre não poder acessar o Facebook ou ter que abandoná-lo, por exemplo.

·         Na etapa seguinte, elas foram submetidas ao IGT. Os resultados foram reveladores: os usuários classificados como mais assíduos na rede social foram os que obtiveram os piores resultados no teste, tal como viciados em substâncias químicas.
·         O estudo não é profundo, mas reforça os resultados de outras pesquisas que apontam que o uso excessivo do Facebook e outras redes sociais pode ter grande influência no comportamento do usuário, inclusive no “mundo real”.

Foto por USA-Reiseblogger/Pixabay
·         Psiquiatras e outros profissionais da saúde sabem há tempos que o abuso de drogas compromete a capacidade do indivíduo de aprender com os erros e, assim, tomar decisões adequadas, mas é um tanto surpreendente descobrir que as redes sociais podem ter o mesmo efeito.
·         Isso não quer dizer que as redes sociais devem ser abandonadas. Os próprios pesquisadores afirmam que elas têm benefícios. O problema é que o lado negativo desses serviços ainda não é completamente compreendido, razão pela qual o assunto requer mais estudos.
·         “Precisamos entender melhor esse impulso para determinarmos se o uso excessivo de redes sociais pode ser considerado um vício”, conclui Dar Meshi, líder do experimento.

·         Com informações: TechCrunch, Bloomberg.



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